Rota do Românico do Vale do Sousa

 

Informação Geral
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Marmoiral de Sobrado  
  • Nome: Marmoiral de Sobrado
  • Tipologia: Monumento Funerário
  • Classificação: Monumento Nacional (MN) pelo Dec. N.º 37 728, DG 4 de 5 de Janeiro de 1950
  • Concelho: Castelo de Paiva
  • Estilo: Românico
  • Estado de Conservação: Bom 
  • Horário da Visita: Livre 
  • Preço da Entrada: Gratuito 
  • Acesso p/ Deficientes: Razoável 
  • Telefone : 255 810 706 / 918 116 488 
  • Fax: 255 810 709 
  • E-Mail: rrvs@valsousa.pt 
  • Web: www.rotadoromanico.com 
  • Localização:

    Lugar da Meia Laranja, freguesia de Sobrado, concelho de Castelo de Paiva, distrito de Aveiro
  • Como Chegar:

    Se vem do Norte de Portugal através da A28 (Caminha/Porto), da A3 (Valença/Porto) ou da A7 (Vila Pouca de Aguiar/Póvoa de Varzim) siga na direcção de Felgueiras pela A11 (Esposende/Marco de Canaveses) e depois na de Penafiel pela A4 (Amarante/Matosinhos). Saia no nó de Entre-os-Rios/Penafiel Sul da A4. Vire à esquerda para Penafiel (N15) e depois siga para Entre-os-Rios (N106). Na rotunda desta localidade, vire à direita para Castelo de Paiva/Cinfães percorrendo as variantes às estradas N108 (Mesão Frio/Porto) e N224 (IC35). Saia para Cruz de Agra e vire à esquerda para o centro de Castelo de Paiva (N224).

     

    Se vem do Centro ou Sul do País pela A1 (Lisboa/Porto) ou pela A29 (Estarreja/V.N. Gaia) entre no Porto cruzando o rio Douro através da ponte do Freixo e escolha depois a A3 (Valença).

     

    A partir do Porto poderá optar pela A4/IP4 (Vila Real) ou pela A41/A42 (Paços de Ferreira). Se escolher a primeira, saia no nó de Entre-os-Rios/Penafiel Sul. Se escolher a A41/A42 saia para Lousada Oeste seguindo depois para Penafiel pela variante à estrada N106. Tome a direcção de Entre-os-Rios/Castelo de Paiva. Nas duas opções siga depois as indicações supracitadas.

     

    Se já se encontra na vila de Castelo de Paiva, o Marmoiral de Sobrado está situado na saída da vila para Entre-os-Rios/Porto.

  • Coordenadas Geográficas: Latitude: 41° 2' 33.358" N   /   Longitude: 8° 16' 13.09" O 
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História
História
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Marmoiral de Sobrado Embora seja complexa a datação deste monumento, uma vez que a sua estrutura tem uma expressão diversa dos outros memoriais não permitindo comparações tipológicas, o Marmoiral de Sobrado tem sido datado de meados do século XIII.

Trata-se de um exemplar de arquitectura funerário, um monumento funerário-comemorativo românico, inscrevendo-se numa tipologia de transição entre a sepultura rasa com estela funerária e os monumentos comemorativos, aparecendo relacionado com a última caminhada da beata D. Mafalda.

Personalidades Históricas
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Beata Mafalda 

Imagem da Beata Mafalda Mafalda (1195-1256) é filha de D. Sancho I e de D. Dulce de Aragão. Dada em casamento a Henrique I de Castela, que morre dois anos depois, regressa a Portugal para se instalar no Mosteiro de Arouca, onde o seu corpo incorrupto ainda ali se mantém.

A ligação da Beata Mafalda à região do Vale do Sousa advém da confiança que o rei D. Sancho deposita na família dos Ribadouro, entregando a educação da sua filha legítima Mafalda a Urraca Viegas, uma das filhas de Egas Moniz.







D. Sancho I
Imagem de D. Sancho I
D. Sancho I de Portugal (Coimbra, 11 de Novembro de 1154-Coimbra, 26 de Março de 1211) foi cognominado de O Povoador, pela forma como promoveu o povoamento do território, nomeadamente através da criação da cidade da Guarda (1199), Gouveia (1186), Covilhã (1186), Viseu (1187) ou Bragança (1187), recorrendo a imigrantes da Flandres e da Borgonha.

Armado cavaleiro pelo seu pai, D. Afonso Henriques, assume a chefia do reino aos 18 anos, em 1172, depois de um acidente que incapacitou o rei durante a batalha de Badajoz, em 1169.

Liderou, enquanto Príncipe, uma campanha militar ofensiva na Andaluzia (1178), que lhe granjeou o apoio dos portugueses e de seu pai. Em resposta, os almóadas efectuaram várias incursões entre 1179 e 1184, ao mesmo tempo que Leão também retomava as hostilidades contra Portugal.

Aclamado rei a 9 de Dezembro de 1185, D. Sancho aproveita a morte do rei de Leão, a ausência do sultão de Marrocos em África e o apoio de uma armada de cruzados para encetar uma nova ofensiva contra os almóadas. Conquistado o Algarve, passa a ostentar o título de rei de Portugal e do Algarve.

O rei português foi responsável pela restauração das finanças do Reino e pela promoção da cultura em Portugal e no estrangeiro.

Lendas e Curiosidades
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Conta a lenda que os memoriais de Ermida, Sobrado, Arouca, Alpendorada e Lordelo terão sido erguidos para assinalar o ponto de paragem do cortejo fúnebre de D. Mafalda, filha de D. Sancho I, falecida no regresso a uma visita à imagem de Nossa Senhora da Silva, na Sé do Porto, de quem era devota.

A morte terá ocorrido em Rio Tinto, a 1 de Maio de 1257. A viagem de transporte do seu corpo terminou no Mosteiro de Arouca, que ajudou a reformar, onde foi sepultada.

Mosteiro de Arouca

Em todo o território nacional sobram apenas seis exemplares deste tipo de monumento funerário que, segundo alguns especialistas, será um exclusivo de Portugal. A sua função, apesar de não estar totalmente esclarecida, prende-se com a colocação de túmulos, a evocação da memória de falecidos ou a passagem de cortejos fúnebres.

Uma segunda lenda conta uma história de amor que justifica o monumento funerário. Há muitos anos vivia naquelas paragens D. Martim que, ainda muito jovem, se enamorou de Maria Teresa Taveira, conhecida como Maria, a Boa.

Esta vivia com seu pai, D. Gil, em Castelo ou Torre, nos montes de Vegide. Antes do casamento com a sua filha, D. Gil quis que D. Martim fosse à guerra. Destemido e aventureiro, D. Martim aceita o repto e faz-se armar cavaleiro antes de partir para Lisboa. No cumprimento da tradição, foi D. Maria quem lhe calçou a espora de ouro, enquanto D. Gil lhe afivelou a espada.

D. Martim integrou uma cruzada liderada por D. Sancho I, organizada para conquistar Silves. D. Martim acabou cativo dos mouros.
Após o falecimento do seu pai, D. Maria começa a ser perseguida por D. Fafes, um cruel e rico homem, Senhor da Raiva.

Entretanto, o capelão de Paços de Godim consegue a libertação de D. Martim, que se apressa a regressar, coincidindo com o dia em que D. Fafes decide tomar pela força a bela D. Maria.

Os dois rivais encontram-se junto aos Portais da Boavista, envolvendo-se num duro combate, do qual saiu vitorioso D. Martim.

Em memória desse feito, D. Martim mandou erguer no local a sepultura de D. Fafes, ou o “memoria”, do dizer do povo.

D. Martim e D. Maria casaram e tiveram um filho: Santo António.

Cronologia
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Séc. XIII (meados) – Edificação original;

1191 - Através de um documento existente na Torre do Tombo, parece subentender-se que terá servido como marco de delimitação do mosteiro beneditino inexistente, onde terá repousado o féretro de D. Mafalda da viagem da vila de Canaveses para o Mosteiro de Arouca.

Especialidades
Arquitectura
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O Marmoiral de Sobrado apresenta uma estrutura distinta das dos demais monumentos da mesma tipologia, ao não apresentar qualquer arco.

Planta do Marmoiral de Sobrado

Em vez disso, é formado por duas cabeceiras verticais de terminação discóide, com cruzes latinas gravadas em cada face, nas quais se apoiam duas lajes horizontais. A superior é rectangular e possui a gravação de uma cruz dentro de um triângulo, e a inferior, correspondente a uma tampa sepulcral, apresenta uma superfície convexa.

Alçados do Marmoiral de Sobrado

Nesta foram gravadas uma longa espada e uma cruz grega, esta inscrita em círculo, um elemento habitual no Românico, tanto na arte tumulária como nas paredes das igrejas. Nas faces externas das duas lajes também existem gravações de espadas.

Envolvente
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No âmbito do Estudo de Valorização e Salvaguarda das Envolventes aos Monumentos da RRVS, no qual foram definidas as linhas directrizes e de enquadramento para a elaboração subsequente dos projectos técnicos de execução e respectivas obras para a valorização e salvaguarda das envolventes aos monumentos, definiram-se as condicionantes que se consideraram de maior relevância para preservar e requalificar as envolventes aos imóveis.

Envolvente do Marmoiral de Sobrado

O objectivo do estudo passa por preservar o contexto em que estes se encontram inseridos, nomeadamente através da integração das condicionantes em dispositivos legais – como Zonas Especiais de Protecção – que restrinjam intervenções urbanísticas que façam perigar a integridade das envolventes.

Procedeu-se, também, à definição das áreas de actuação e intervenções de âmbito geral a ter em conta nas envolventes, para alargar o ordenamento do território a uma zona mais vasta no sentido de permitir uma melhor circulação de turistas na região.

Finalmente, o Estudo definiu quais as intervenções prioritárias a realizar nas envolventes aos monumentos, para permitir a estabilização dos territórios, ao mesmo tempo que corrige e/ou cria estruturas e infra-estruturas de apoio.

A expansão urbana e a decadência da Quinta da Boavista são dois factores que influem negativamente na envolvente do Marmoiral. O contexto actual, aliás, já não corresponde ao inicial do monumento.

Assim, o Estudo considera primordial valorizar coerentemente a envolvente ao imóvel, redefinir os espaços públicos, rever os pavimentos e a continuidade com os restantes espaços adjacentes. A iluminação deverá ser revista e os edifícios devolutos das Quinta terão de ser salvaguardados e valorizados, já que possuem qualidade arquitectónica.

As obras irão principiar a partir de 2009, no âmbito de uma candidatura a apresentar ao QREN.

Recuperação e Valorização
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Recuperação do Marmoiral de Sobrado

O projecto de conservação do monumento envolveu o tratamento do espaço de enquadramento, nomeadamente a criação de um espaço verde, a conservação do muro da Quinta e respectivo portal de acesso, a recuperação da via de acesso à Quinta e o tratamento dos remates com o sistema viário contíguo, a reposição das árvores de alinhamento em falta e a instalação de iluminação própria.

Recuperação do Marmoiral de Sobrado

No Marmoiral, procedeu-se à conservação dos elementos pétreos, nomeadamente à limpeza e tratamento de juntas. O perfil actual do terreno foi mantido, executando-se pontuais ajustes de cotas.

Recuperação do Marmoiral de Sobrado

Em redor do monumento, a forma triangular que o envolve sofreu intervenções no pavimento: o maioritário em relva e o menor em saibro, para valorizar a leitura do Marmoiral, separados por guias de aço corten. Foram acrescentados dois bancos em ardósia de apoio.

Recuperação do Marmoiral de Sobrado

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Bibliografia
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